Eu não devia estar ali.
Essa foi a primeira coisa que pensei enquanto desligava o motor do carro em frente à escola de balé. Fiquei alguns segundos com as mãos apoiadas no volante, olhando para o portão como se ele pudesse me dar algum tipo de resposta. Como se, de alguma forma, ficar parado ali fosse suficiente para organizar o que estava completamente bagunçado dentro da minha cabeça.
E talvez eu ainda tivesse tempo de ir embora. Talvez eu pudesse simplesmente ligar o carro de novo, sair dali