Ravena
A penumbra da tarde já se estendia pelos vitrais do escritório, tingindo as paredes com rubros e dourados. Sentei-me na poltrona diante da escrivaninha de Cyrus, tentando fingir tranquilidade, mas por dentro eu me rangia como a dobradiça de uma porta prestes a romper.
Cyrus andava de um lado para o outro, os passos largos silenciosos sobre o tapete de pelo branco, e as mãos cruzadas atrás das costas. Seus ombros estavam tensos, a mandíbula travada. Mesmo que Aero estivesse em silêncio