Laha
A dor é a primeira coisa que reconheço quando acordo neste lugar. Uma dor antiga, primitiva. Não do corpo, apesar das lacerações, mas da essência que carrego, como se ela estivesse sendo dilacerada em camadas sutis, invisíveis. Tento rugir, mas minha voz não sai. E mesmo que saísse, não haveria quem ouvisse. Aqui não existe eco. Aqui não existe tempo. Só escuridão e vazio.
O monstro... aquela coisa sem nome e sem rosto, desapareceu, assim que eu cai nesse abismo, mas sua presença deixou um