Quando ele se levanta e simplesmente encerra a conversa, como se tivesse acabado de decidir o cardápio do dia seguinte, eu demoro alguns segundos para entender que aquilo foi… o fim. Sem toque, sem aproximação, sem nada além daquela sentença jogada no meio da sala como uma bomba silenciosa.
— Boa noite, Marília. — ele diz, num tom baixo, controlado, já caminhando em direção à porta.
E vai embora. Assim. Eu fico sentada, com a taça ainda na mão, sentindo o vinho pesar na língua, no estôma