Acordo assustada, olhando para o despertador que marca quatro da manhã. Meu celular toca, e suspiro irritada. Quem ligaria a essa hora?
Atendo sem ver o número, minha voz sem ânimo, bocejando.
— Alô? – Minha voz sai rouca, sonolenta.
Escuto uma risada forçada e imediatamente reconheço João. Meu coração acelera, e me sento na cama. Teria acontecido algo com meu pai?
— Dormindo a essa hora? Espero que, quando casarmos, você seja mais ativa. – João pergunta privativo.
Seu comentário sarcástico me