Capítulo 10
Sofia Bragança
As malas estavam prontas.
Ficaram ali, paradas no canto do quarto, como uma sentença. Eu olhava para elas sem conseguir acreditar que estava, de fato, indo embora daquela casa que já tinha sido meu refúgio, meu trabalho, minha dor… e também meu afeto. O silêncio pesava. O ar parecia mais denso dentro daquele quarto.
Dobrei cada peça com o coração apertado, tentando não chorar na frente da minha mãe. Cada roupa que eu colocava na mala trazia uma lembrança. Brun