Capítulo 10 🔥🧯
Sofia Bragança
As malas estavam prontas.
Ficaram ali, paradas no canto do quarto, como uma sentença. Eu olhava para elas sem conseguir acreditar que estava, de fato, indo embora daquela casa que já tinha sido meu refúgio, meu trabalho, minha dor… e também meu afeto. O silêncio pesava. O ar parecia mais denso dentro daquele quarto.
Dobrei cada peça com o coração apertado, tentando não chorar na frente da minha mãe. Cada roupa que eu colocava na mala trazia uma lembrança. Bruna dormindo no meu colo. Bruno chegando cansado do trabalho. Dona Rose sorrindo enquanto assistíamos TV juntas. Tudo agora virava passado. Minha mãe me olhava em silêncio, com os olhos marejados, mas sem dizer nada. Sabia que, quando eu tomava uma decisão, era difícil voltar atrás. Eu era teimosa como o pai que nunca conheci.
Ela estendeu a mão trêmula e segurou meus dedos. Apertei de volta, forte, como se aquele gesto fosse manter de pé tudo o que estava desmoronando por dentro.
Foi quando ou