Quatro dias se passaram desde que Gabriel segurou meu pulso naquele momento no escritório. Desde então, ele deixou de vir para casa durante o dia. Saía cedo, voltava tarde, e eu sabia que fazia de tudo para evitar me ver. De um jeito cruel e contraditório, eu era grata por isso e, ao mesmo tempo, miseravelmente infeliz. Porque, no fim das contas, manter distância era o certo—o melhor para todos nós. Mas não era o que eu queria, e essa certeza tornava a ausência dele ainda mais dolorosa.
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