John
Algumas ameaças não levantam a voz. Elas se sentam à mesa, cruzam as pernas com elegância e esperam que você se sinta pequeno o bastante para agradecer pela “gentileza”.
Eu estava no celeiro quando o telefone vibrou no bolso. O cheiro de madeira velha, ferrugem e feno úmido costumava me manter no presente. Era um cheiro honesto. Coisas que sustentam peso, que não fingem ser o que não são. Eu precisava disso naquele momento. Precisava manter as mãos ocupadas para não dar espaço aos pensam