No dia seguinte, quando experimentava um vestido de noiva, o barulho lá fora me fez congelar.
— Amor! Amor, estou aqui! Natália, sou eu, o Rafael!
Apoiada na enfermeira, saí cambaleando do quarto. Lá estava ele de terno completo, segurando com uma mão, buquê de gardênia branca e na outra aquela caixinha azul de joalheria. O rosto marcado de cansaço tentava disfarçar com sorriso forçado, parado na soleira como estátua.
— Me perdoa, foi tudo culpa minha. Nem imaginava que seu pé estava nesse esta