Helena narrando…
As horas passaram e o som da chuva ainda batia suave contra os vidros da cobertura, como se o céu tivesse decidido chorar comigo. Cada gota parecia um lembrete — de que o mundo lá fora continuava girando, enquanto o meu tinha parado.
Eu fiquei ali, no sofá, imóvel. As palavras do Lorenzo, a presença dele, o toque firme e contido… tudo se misturava dentro de mim. Mas nada, absolutamente nada, era capaz de preencher o buraco que se abria no meu peito.
Minha mãe.
A mulher