Lorenzo Narrando…
A chuva começou a cair fina, silenciosa, quando deixamos a clínica. O som das gotas contra o vidro do carro parecia acompanhar o compasso irregular da respiração dela. Helena olhava pela janela, o rosto pálido, os olhos vermelhos, e eu podia ver que cada lágrima que ainda escorria era um pedaço de força se perdendo.
O Theo dirigia em silêncio, como eu havia mandado. Não havia o que dizer. O ar dentro do carro era denso, quase sufocante. Eu nunca fui bom com emoções — espec