Helena Narrando...
O Theo mal parou o carro e eu já desci, o coração martelando tão forte que parecia querer romper o peito. O portão de vidro da clínica se abriu com um som suave, mas dentro de mim tudo era ruído — o som da minha respiração curta, o sangue zumbindo nos ouvidos, e o medo, aquele medo antigo, quase infantil, que volta quando a gente sabe que está prestes a perder algo que ama.
O cheiro de antisséptico me atingiu assim que entrei. O piso branco brilhava, refletindo as luzes fri