Helena Narrando…
Depois do almoço, ninguém teve pressa de levantar. Era como se todos, instintivamente, soubessem que aquele momento precisava se estender um pouco mais, ser vivido sem cortes bruscos. A mesa foi sendo esvaziada aos poucos, pratos empilhados com calma, conversas que paravam naturalmente, sem esforço.
Fomos para a sala quase no automático. Aquele espaço, que tantas vezes me pareceu grande demais, impessoal demais, agora tinha outro peso. O tapete no centro, as almofadas espalhad