Helena Narrando…
Acordo com um peso leve sobre o meu rosto. Um calorzinho bom, úmido, insistente. Abro os olhos devagar e a primeira coisa que vejo é o Antony, apoiado em mim como se eu fosse o travesseiro favorito dele, o rostinho iluminado por um sorriso torto, aqueles dentinhos pequenos aparecendo enquanto ele distribui beijinhos desajeitados na minha bochecha, no meu nariz, no meu queixo.
— Ei… — murmuro, a voz rouca de sono, antes de sorrir sem conseguir evitar.
Ele ri, aquele riso que vem