Quando a noite avançou, não houve negociação explícita. Não houve acordo verbal, nem promessas murmuradas. Houve movimento. Um ajuste silencioso de órbitas. Ele ficou. Não na minha cama. Não como posse, nem como invasão disfarçada de cuidado. Ficou no apartamento. Acordado, ele claramente estava nervoso e ansioso, não conseguia dormir. E estava atento a mim. Aquilo era desvio mínimo da sua conduta esperada e, por isso mesmo, um erro técnico grave demais para passar despercebido pelo Conselho.
A