— Pare de olhar-me desse jeito.
— Que jeito?
— Não sei explicar, mas é como se estivesse lendo algo em mim. É desconcertante.
O sorriso que dei foi leve, quase imperceptível, mas genuíno. Eu não tinha pressa em responder. Ela continuava comendo o pastel enquanto me lançava olhares desconfiados, como se estivesse tentando decifrar o que se passava na minha cabeça. A verdade era que nem eu sabia ao certo. Só tinha certeza de que olhar para Olivia era uma experiência que eu nunca queria termina