O som dos meus socos batendo no saco de pancadas ecoava pelo ginásio vazio. Era sábado de manhã, o único momento do dia em que o clube parecia pertencer só a mim. Tudo estava quieto, sem a pressão de outras pessoas observando, sem a cobrança de responsabilidades ou compromissos. Eu precisava disso. Precisava do silêncio e da dor latejante nos meus punhos para calar os pensamentos que não paravam de girar na minha cabeça desde a noite passada.
Por que eu a beijei?
Eu sabia que tinha feito algo