Sekhmet foi a primeira a quebrar o encanto inquieta.
A loba ergueu a cabeça, os olhos dourados fixos na mente de Camila, agora Dihedra, com uma urgência que não admitia adiamento.
— Nosso tempo está se esgotando. — disse, a voz ecoando diretamente na alma dela. — O véu entre os mundos já começou a se fechar. Precisamos voltar. Agora.
Camila sentiu o peso daquelas palavras como um puxão no peito. O mundo dos mortos, que finalmente parecia respirar em harmonia, começou a dar sinais sutis de despedida: a névoa tornava-se mais densa, os símbolos no chão perdiam o brilho, e o Guardião erguia-se lentamente, reassumindo sua posição silenciosa.
Lunareth fechou os olhos por um instante.
Quando os abriu, não havia dor ali — apenas decisão.
— Eu sei. — disse, em tom calmo. — O mundo humano nunca permite despedidas longas.
Ela estendeu a mão, e sobre a mesa de pedra surgiu um pequeno frasco de vidro escuro, selado com cera prateada marcada pelo símbolo L.V.
— Isto não é apenas uma poção. — explic