. As forças sempre me abandonam.
Maya
Rashid o tempo todo se mostrou uma ótima companhia. Tanto, que o tempo passou rápido e eu nem percebi, saímos bem a tardezinha do aquário.
Às seis horas da tarde adentrarmos o hall do palácio, antes de avançarmos eu paro e encaro Rashid com um sorriso:
—Adorei nosso passeio.
Ele sorri.
—Fico feliz. Há muito do Egito para você conhecer. Podemos sair amanhã depois do café se quiser?
—Eu aceito —digo com outro sorriso.
Pensei que ele fosse sorrir satisfeito e me conduzir para o interior da casa, mas Rashid não faz isso; seus olhos intensificam nos meus e ele me puxa para os seus braços e minhas mãos vão automaticamente para o seu peito musculoso.
Eu deveria me desvencilhar dele.
Eu deveria correr.
Mas não. Fico sempre estática, incapaz de me mover. As forças sempre me abandonam.
O aperto em minha cintura fica mais forte e ele me traz ainda mais para junto dele. De repente sinto um medo absurdo do que estou sentindo. Além da imensa atração física, há uma conexão que antes não existi