Sinto-me nocauteado por tanta doçura.
Rashid
Maya observa tudo calada, seu olhar procura o meu.
—E então? Gostou?
—Lindo, Rashid. Mas não é muito caro? Você poderia me levar num lugar mais simples —diz baixinho, só para eu ouvir.
Linda! Tão linda!
Allah! Como eu estava cego!
Um arrepio de prazer passa por mim.
—Não quero que se preocupe com isso. O dinheiro é para ser bem gasto. E tem uma coisa que desconhece sobre mim, eu sou apreciador de boa comida. Acho que se não fosse engenheiro, teria estudado para ser chefe de cozinha.
—Você sabe cozinhar?
—Nunca tive tempo para pôr em prática esse hobby.
—É eu sei, você sempre trabalhou muito.
—Sim. Vamos?
Ela assente para mim, ainda constrangida. Tomo sua cintura de modo possessivo. Aqui posso ter essa atitude sem me preocupar com olhares tortos em nossa direção.
—Que tal aquela mesa? Ela tem uma vista privilegiada do Nilo.
—Uma ótima escolha.
Almoçar com Maya no Le Deck, poder contemplar seu sorriso feliz; seus cabelos castanhos brilhando pela luz que entra pelos janelões conf