73. ENFRENTANDO A REALIDADE
Ele me olha, e em seus olhos há algo feroz, mas não é raiva; é determinação. Suavemente, mas com firmeza, ele pega meu rosto entre suas mãos, forçando-me a olhar diretamente para ele.
— Porque é a verdade, Lilian —responde Alessandro, mantendo o tom baixo, mas com uma contundência que faz minha pele arrepiar—. Não há amigos neste salão. Nem um só. Todos esperam nossa queda, e se encontrarem uma fraqueza, a usarão. Então mantenha a cabeça fria e ouça o que estou lhe dizendo.
— Alessandro, eu simplesmente... não sei se consigo —admito, tentando não deixar que a voz trêmula me traia.
— Calma. Estou lhe dizendo isso porque você precisa saber do perigo que enfrentamos. Por isso, não vai sair do meu lado —me ordena muito sério—. Ou do lad