55. NAS GARRAS DO CAPO
Minetti deixa cair o vestido sobre uma cadeira próxima enquanto me dirige um olhar afiado, como se não se importasse nem um pouco com minha incapacidade de disfarçar meu mau humor. É como se minha raiva fosse insignificante para ele.
—Senhora Minetti —repete, como se esse título tivesse adquirido um peso impossível de ignorar agora—: Acostume-se. No meu mundo não se trata de escolher o que você quer. Trata-se de sobreviver. E se você não souber como fazer isso, então será esmagada. Assim de simples.
—Está bem, está bem, desculpe-me, não resfole, não resfole. Estou com muita dor e cada movimento que faço é uma tortura, e agora tenho que repetir tudo por causa do vestido —cedo um pouco; acho que estou exagerando nos reclames—. Por favor, termine de me vestir, não quero continuar nua na sua f