407. SEM VOLTAR ATRÁS
LILIAN:
Senti um nó na garganta enquanto olhava a nova mensagem. Percebi que não conhecia meu marido. O tom suplicante, a doçura desesperada, não era a dele. Estava confusa; se não respondesse, Alessandro faria o que tivesse que fazer para chegar até mim, até cruzar um continente e virar Moscou de cabeça para baixo. Será que ele faria isso? Viria atrás de mim ou deixaria que eu viajasse sozinha?
—Não, deixa que sofra um pouco pelo que me fez —joguei o telefone; o deixaria sofrer um pouco mai