39. ATAQUE DE PÂNICO.CONTINUAÇÃO
Alessandro deixa escapar um leve sorriso, quase imperceptível, que não consigo catalogar se é de superioridade ou de paciência em relação a mim. Endereço-me no meu assento, desconfortável, mas intrigada. Seu mundo, como ele o chama, parece sempre estar sob controle, calculado, uma maquinaria que opera em sua perfeição e na qual eu ainda não sei nem como me encaixar. Mas não posso negar que as palavras "meu mundo" têm um peso que cativa, que aprisiona, embora me assuste compreender suas implicações.
—Mas e meu passaporte? —pergunto suavemente agora.
—Está tudo resolvido —diz com segurança e muda de assunto com uma seriedade que me assusta—. Agora, Lilian, preste atenção em mim. Não quero que você se mova do meu lado nem por um segundo. As pessoas com quem vamos nos encontrar sã