254. MEU IRMÃO DA ALMA

ALESSANDRO:

A primeira vez que vi Rufo, era da minha idade, dez anos; só que magro e pálido. Estava todo ensanguentado e sendo espancado sem descanso por um homem. Eu estava com meu avô no carro.  

—¡Pare! —ordenei ao motorista, que freou bruscamente, e abri a porta sem dizer nada; corri com uma arma na mão apontando para aquele desgraciado que o espancava com tanta fúria e gritei: —¡Deixe-o ou te mato!  

O homem maligno soltou uma risada estridente ao ver uma criança que não lhe chegava à cintura.  

—De onde você saiu? —perguntou sarcasticamente—. ¡Saia se não quiser correr a mesma sorte! Você acha que porque é rico pode me dar ordens, malnascido? ¡Atire se tiver coragem! ¡Vamos! ¡Você não é mais do que uma menininha que acha que todos têm que obedecer porque tem dinhei
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