235. ATRAPADA SEM SABER O QUE FAZER
LILIAN:
Fiquei paralisada diante do que dizia. Que loucura o havia pegado? Jamais esquecerei Alessandro! Não me importa o que ele tenha feito, nunca o amarei nem serei sua esposa. Estive prestes a abrir os olhos, mas me contive.
—Desculpe-me por fazer isso com você, Lili, mas estou cansado de viver sozinho e acho que posso amar você como amava minha Celia —disse, acariciando meu rosto quase sem tocar-me. Eu me mexi, acomodando-me na cama. Ele se afastou rapidamente e ficou em silêncio; depois o ouvi dizer: —Amanhã vamos para uma ilha que ninguém sabe que eu tenho, se o tempo permitir. Apenas você e eu. Espero que um dia você me perdoe. Juro que não te maltrataria nem te obrigaria a nada. Esperarei pacientemente, como Minetti fez com Celia, que seu coração venha até mim. Se ele conseguiu com ela, que me amava desde criança, eu também conseguirei com você; você verá, seremos muito felizes.
Ele parou de falar e ficou sentado ao meu lado. Eu me movi e ele se levantou rápido, saindo