142. VOCÊ É UM COVARDE
Minetti se endireita de repente, desprendendo-se do meu abraço. Ele ficou me olhando fixamente enquanto não o soltava. Um breve relâmpago de incerteza apareceu em seu olhar, mas logo ele voltou a ser o homem frio e intransigente que domina cada canto do universo onde pisa.
—O que você disse, Lili? Você se lembra se fizemos isso de verdade? —perguntou de repente, sem parar de me olhar, questionando.
—Não me lembro! —exclamo puxando-o—. Mas eu estava nua na cama e você também! Hic! O que mais poderia ter acontecido? Hic! Você roubou minha virgindade! Hic! Você é um covarde! Hic! Me beije...!
—Só porque estávamos nus você pensa que tivemos sexo? Te doía, Lili? A cama ou você estava com sangue? —perguntava em voz baixa—. Você é realmente virgem, Lili?
Ele aperta a mandíbula, inclina-se por um momento até estar muito perto do meu rosto, ao ponto de sua respiração bater contra meu rosto. No entanto, sua mão para a meio caminho, a caminho de secar minhas lágrimas.
—Não, não so