116. CONTINUAÇÃO
LILIAN:
Ele deu um passo para trás, deixando claro que a recomendação não vinha dele. Sua expressão franzida era suficiente para me dizer que ele estava tentando entender algo que eu ainda não havia decifrado totalmente.
Fiquei em silêncio, imóvel e pensativa. Algo não se encaixava em tudo isso, e a teoria que Dalia havia plantado na minha cabeça começava a ganhar forma.
— Bem, é que ele me disse que, como você me usou tanto na cirurgia, eles ouviram o quanto você fala bem de mim — continuei, suavizando meu tom de propósito para brincar com sua reação —. Pensei que ele quisesse comprovar isso pessoalmente.
Andy franziu a testa com mais profundidade, a confusão se misturando a um leve indício de incômodo.
— Que eu falo muito bem de você? Quando? — perguntou sem recato, sua incredulidade evidente —. Eu nunca falo sobre você com outros doutores.
Ele respondeu diretamente, com frieza e sem cortesias. Eu fiquei em silêncio um segundo, surpresa por sua falta de tato.
— Sér