Duas horas se passaram.
Duas horas que pareceram uma eternidade e, ao mesmo tempo, não foram suficientes para processar absolutamente nada.
Eu já estava com a mala pronta.
Cada peça dobrada, cada objeto guardado, cada gesto, tudo parecia mecânico.
Eu não pensava, apenas fazia. Como se meu corpo estivesse seguindo um roteiro automático enquanto minha mente permanecia presa em um único ponto:
Minha mãe.
Eu precisava ir embora.
Eu precisava chegar até ela.
Mesmo sabendo que não haveria abraço.
Me