24. Quando a verdade não cabe no silêncio
No dia seguinte, Melissa retornou de viagem. Mal atravessou a porta da mansão e sentiu.
Havia algo errado no ar. Não era apenas silêncio — ela conhecia bem aquele silêncio antigo da casa do irmão. Aquilo era outra coisa. Um silêncio doente. Um silêncio que doía nos ossos.
— Onde estão as crianças? — perguntou, antes mesmo de largar a bolsa.
Não esperou resposta. Subiu as escadas com passos rápidos, o coração já apertado por uma intuição que se confirmava a cada degrau. Abriu a porta do quarto d