AMANDA NARRANDO:
Assim que Leandro saiu pelas paredes de vidro, Jon apareceu, pegou minha bolsa rapidamente e me puxou pelo braço.
— Vamos antes que meu chefe me mande fazer mais uma reunião — ele disse, me arrastando em direção ao elevador.
Ao entrarmos no elevador e as portas se fecharem, Jon encostou na parede, visivelmente exausto.
— Finalmente estou indo embora... — ele murmurou, esfregando o rosto com as mãos.
— Nutella, você está péssimo — comentei, notando as olheiras profundas no rosto dele.
— Ei, fala baixo, alguém pode te escutar — ele me repreendeu, olhando para a câmera de segurança, e eu fiquei em silêncio.
Jon então olhou para o espelho do elevador e conferiu suas olheiras, suspirando.
— Estou péssimo — disse baixo.
Saímos do elevador e seguimos para o estacionamento onde o carro de Jon estava estacionado. Era um Ford Puma azul com teto solar e bancos brancos, que ele dizia ter ganhado de presente de aniversário da patroa no ano passado.
Coloquei minha mochila no banco