Isabela sempre fora lúcida.
Sempre soubera exatamente quem era.
Criada em orfanato, sem sobrenome influente, sem respaldo familiar, tinha plena consciência de que, aos olhos do mundo, não combinava com alguém como Cristiano.
Por isso, no começo, fora ela quem recusara.
Repetidas vezes.
Cristiano é que insistira.
Quem correra atrás.
Quem atravessara cidades, países, orgulho.
Agora, completamente bêbado, ele gritava sem controle:
— Mesmo que aquela desgraçada tenha virado assim… Eu ainda amo ela!