Os olhares dos dois se cruzaram na escuridão da margem do rio.
O de Cristiano, cortante.
O de Renato, inflamado.
Antes que aquilo escalasse de vez, Antônio resolveu intervir.
— Tá bom, tá bom… — Tentou apaziguar. — Se pra você a Lílian não fez nada, então pronto. Deixa assim.
Na cabeça dele, aquilo era problema da família Pereira. Não dizia respeito a eles.
Mas o olhar de Cristiano virou imediatamente para ele.
— E você? O que quer dizer com isso?
Antônio travou.
— Eu não quis dizer nada.
Cristi