A noite parecia respirar dentro do apartamento.
Tudo estava silencioso demais — não um silêncio confortável, mas aquele que antecede algo inevitável. Marye estava de pé perto da janela, os braços abraçando o próprio corpo, como se tentasse se proteger de algo que ainda não podia ver.
Atrás dela, Gustavo permanecia sentado, imóvel, com o peso do passado finalmente exposto entre eles.
Não havia mais segredos.
Mas, estranhamente, isso não trouxe alívio.
Trouxe medo.
— Então é isso? — Marye disse,