Aura Keller
Eu estava dormindo profundamente quando o celular começou a tocar. O som estridente cortou o silêncio do quarto como uma faca. Meu corpo inteiro deu um salto na cama, o coração disparando no peito. Peguei o aparelho com a mão trêmula e atendi sem nem olhar o nome na tela.
“Alô?”, falei, a voz ainda rouca de sono e carregada de tensão.
“Onde você está, Aura?!”, Miguel gritou do outro lado da linha, a voz explodindo de fúria. “Por que, porra, você não voltou pra casa? Que merda, você