Miguel Starling
Eu andava de um lado para o outro na sala de casa, o sangue fervendo nas veias. Já eram quase dez da noite e Aura ainda não tinha voltado. A casa estava silenciosa demais. O vazio dela estava me irritando de um jeito que eu não conseguia explicar.
Beatriz estava deitada no sofá da sala, com o braço enfaixado e a perna apoiada em uma almofada. Ela soltou um suspiro dramático.
“Miguel, estou com tanta fome… Será que a Aura ainda vai demorar? Não podemos pedir nada?”
Eu parei e a e