Aura Keller
O carro deslizava pelas ruas da cidade com uma suavidade quase ofensiva. Eu olhava pela janela, tentando adivinhar o destino, mas Lucas mantinha o rosto impassível, os olhos fixos na estrada como se soubesse exatamente o que estava fazendo. O silêncio entre nós não era desconfortável. Era denso. Carregado da mesma eletricidade que tinha me deixado sem ar no apartamento.
“Onde estamos indo?” perguntei finalmente, virando o rosto para ele.
Ele sorriu de lado, sem tirar os olhos da fre