Aquela voz familiar me tirou qualquer dúvida: não era um sonho, nem um engano. Era Jean. O mesmo Jean que, durante o dia, fingira que eu não existia, incapaz de sequer lançar um olhar na minha direção.
Meu coração disparou, confuso e desordenado, enquanto sua mão firme segurava meu braço para me impedir de cair. Mas, ao lembrar de como ele havia agido mais cedo, a mágoa tomou conta de mim. Sem pensar duas vezes, desvencilhei-me do toque dele.
— O que você está fazendo aqui no meio da noite? Quer