— O quê? — Fiquei atônita por um instante, mas logo soltei uma risada fria. — Clara, finalmente está mostrando sua verdadeira cara.
Por todos esses anos, ela sempre se fez de inocente, frágil, coitadinha. Até mesmo quando eu era xingada, castigada ou severamente punida, ela intercedia por mim, bancando a boazinha, aquela que tinha o “coração mole”. Mas agora, finalmente, a máscara caiu.
— Que verdadeira cara? Eu sempre fui assim. É você que não me suporta. — Clara rebateu, cheia de arrogância.
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