Após o almoço, Karen foi até o seu antigo dormitório. Pediu licença à freira responsável e entrou devagar, como quem visita um museu de memórias.
Olhou tudo com nostalgia.
Quase um ano se passou, e as coisas permaneceram tão iguais quanto diferentes. Karen sentia aquela sensação estranha que sentimos quando passamos muito tempo longe de casa. Os móveis e objetos estavam no mesmo lugar. As beliches enfileiradas, o armário compartilhado, a janela com vista para o pátio. Com exceção de um quadro t