Ela entrou no quarto e trancou a porta atrás de si, como se o simples clique fosse capaz de barrar o que sentia. Jogou-se na cama, afundando no colchão ainda quente da própria inquietação. O perfume dele permanecia nela, preso ao seu cabelo, à sua pele, ao ar que respirava. Amadeirado, intenso… impossível de ignorar.
Não. Ela não podia sentir aquilo.
Ela amava Peter. Ou, pelo menos, achava que amava. Então por que seu corpo ainda vibrava com a memória daquele olhar cinzento? Por que o coração