Felícia
Não acredito que é ele, Bernardo! Ou melhor, Ferdinando, ele mentiu sobre o seu verdadeiro nome para mim, não que eu não tenha mentido o meu também.
Dizer que me chamava Amália me pareceu a melhor solução, ele não podia saber quem eu era e, pelo visto, eu também não podia saber quem ele era.
Sempre fui uma boa menina, a perfeita filha submissa que abaixava a cabeça e seguia todas as ordens do pai, mas quando ele me disse que estava dando a minha mão para um velho de oitenta e poucos anos eu surtei, achei que o papai me amava e que apesar do seu jeito durão se importava comigo de verdade e queria a minha felicidade.
Eu estava errada, ele só me via como uma moeda de troca, alguém que ele pudesse usar para obter vantagens.
Naquele momento eu me rebelei e tive a minha única noite de rebeldia, estávamos em Paris, ele tinha alguns negócios por lá, acho que era um tipo de encontro de mafiosos e me levou com ele, lembro que ter ficado tão feliz quando papai disse que iriamos para Par