A pulsação sob a pele do meu ventre não obedecia a nenhuma métrica biológica conhecida pela ciência dos homens. O brilho dourado e violeta, que antes parecia uma miragem provocada pelo cansaço, estabilizou-se em uma luminescência hipnótica, revelando um emaranhado de filamentos brilhantes que se ramificavam sob a minha derme pálida. Eu estava sentada na bancada de mármore de Carrara do banheiro, as coxas ainda abertas e trêmulas, marcadas pela umidade do sexo e pelo rastro do sangue que escorre