Samuel não a carregou como se carrega uma noiva através da soleira. Foi algo mais primal, mais possessivo. Seus braços, fortes como cordas tensas, envolveram seu corpo ainda trêmulo, um deles sob seus joelhos, o outro apoiando suas costas. Seu rosto estava enterrado no cabelo dela, e ele respirava fundo, como um homem faminto cheirando uma refeição após uma longa jornada no deserto. O vestido vermelho, amassado e deslocado, pendia de seu corpo como um estandarte de uma batalha já vencida.
Ele a