O silêncio que se seguiu ao clímax do desejo na cabana não era de descanso, mas de uma suspensão quase mística. A meia-noite havia chegado, e com ela, a barreira entre o homem e a besta tornara-se uma membrana transparente e dolorosa. Dante estava sentado na borda da cama, com os ombros curvados e o rosto mergulhado nas sombras. O calor que emanava de sua pele ainda era febril, mas agora carregava uma nota de melancolia. Helena, envolta no lençol, observava as marcas de garras desaparecendo len