O salão do Hotel Fairmont, antes um epicentro de autoelogios e brindes de cristal, transformara-se em um tribunal de opinião pública em tempo real. O ar parecia ter sido drenado do recinto. Heitor Drummond, o homem que comandava o concreto e o aço do Rio de Janeiro, estava paralisado. Sua face, antes rubicunda pela ingestão de vinhos caros e poder, tornara-se de um cinza cadavérico, a cor das estruturas podres que ele entregara aos pobres.
Claire Thorne permanecia no centro do palco. Sob os ref