À medida que os meses frios de inverno avançavam sobre a crista da Serra da Mantiqueira, o complexo cultural que os Valois mantinham em Roseira transformava-se em algo muito maior do que um simples local de trabalho ou um refúgio de passagem. Para Clara Mendes, cada metro quadrado daquela propriedade colonial de paredes grossas de adobe e assoalho de jacarandá passara a respirar uma nova dinâmica. O espaço era um verdadeiro ecossistema de arte e afeto: abrigava a livraria de Alice — que além de