Enquanto o inferno doméstico de Camila consumia o que restava de sua sanidade no Itaim Bibi, a trezentos quilômetros dali, o silêncio da noite na serra de Roseira era quebrado apenas pelo estalar suave da lenha na lareira do casarão de pedra.
Clara Mendes observava as chamas, segurando uma caneca de chá de capim-limão entre as mãos. O calor da cerâmica contrastava com a brisa fria que entrava pela fresta da janela de madeira. Nas últimas semanas, sua rotina pacata de argila, poeira e forno de q