O som da chuva forte que batia contra as imensas vidraças do escritório de Arthur Albuquerque na Faria Lima parecia ditar o ritmo de sua crescente impaciência. Duas semanas haviam se passado desde a noite do leilão na Galeria Thompson, e a rotina do CEO da Albuquerque S.A. havia se transformado em uma caçada silenciosa, obsessiva e frustrante.
Naquela tarde, a mesa de jacarandá estava coberta por pastas de relatórios que, em qualquer outra situação, Arthur consideraria inadmissíveis para o padr