A partida da tia-avó Leonor havia deixado um vazio cinzento e silencioso nos dias de Clara, mas o inverno emocional da alta sociedade guardava uma última surpresa. Uma semana após o sepultamento, quando Clara ainda tentava processar a ausência dos abraços que cheiravam a alfazema, a leitura do testamento foi marcada de forma discreta, longe dos olhos dos Mendes e dos Albuquerque, com a presença apenas de Clara e de sua fiel rede de apoio, Alice.
Sentada na sala de reuniões, Clara ouviu o advoga